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sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Platão e o Mito da Caverna


O mito da caverna narrado por Platão no livro VII da "Republica" é, talvez, uma das mais poderosas metáforas imaginadas pela filosofia, em qualquer tempo, para descrever a situação geral em que se encontra a humanidade. Para o filósofo todos nós estamos condenados a ver sombras a nossa frente e tomá-las como verdadeiras. Esta crítica à condição dos homens, escrita há quase 2500 anos atrás, inspirou e ainda inspira inúmeras reflexões pelos tempos a fora.
A condição humana
Platão viu a maioria da humanidade condenada   uma infeliz condição. Imaginou os seres humanos, presos por correntes desde a infância no fundo de uma caverna, imobilizados, obrigados pelas correntes que os atavam a olharem sempre a parede em frente.
O que veriam então? Supondo a seguir que existissem algumas pessoas, uns prisioneiros, carregando para lá para cá, sobre suas cabeças, estatuetas de homens, de animais, vasos, bacias e outros vasilhames, por detrás do muro onde os demais estavam encadeados, havendo ainda uma escassa iluminação vindo do fundo do subterrâneo, disse que os habitantes daquele triste lugar só poderiam enxergar o agitar das sombras daqueles objetos, surgindo e se desfazendo diante deles, sem nunca conhecer a verdade de tudo aquilo.
Era assim que viviam os homens, concluiu ele. Acreditavam que as imagens fantasmagóricas que apareciam aos seus olhos (que Platão chama de ídolos) eram verdadeiras, tomando o espectro pela realidade. A sua existência era, pois limitada e inteiramente dominada pela ignorância (agnóia) e escuridão.
Platão não estava muito longe da verdade, o ser humano vive preso e acorrentado, a vida sem Cristo é uma caverna escura e cheia de dúvidas, cremos que Cristo é o único que pode quebrar as correntes que nos prendem, e nos tirar da caverna escura em que vivemos. Infelizmente muitos se acostumam com as correntes e a escuridão da caverna, e quando alguns de seu antigos companheiros de trevas, que foram agraciados com a liberdade e a luz de Cristo retornam a eles, para lhes dar testemunho da verdade e liberdade em Cristo, se recusam e preferem continuar onde estão, e assim padecem e perecem na escuridão. Mas bem aventurado os que crêem e alcançam a salvação e alegria em Cristo, pois em liberdade e luz caminharão.
No evangelho segundo escreveu João Cristo declara: “... Em verdade, em verdade vos digo: todo o que comete pecado é escravo do pecado. O escravo não fica sempre na casa; o filho, sim, para sempre. Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.” (Jo 8:34-36)

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